O terror da Revolução Francesa

Eis a foto de Danton, o revolucionário Ministro da Justiça. Mandava encarcerar os que julgava suspeitos por sua maneira de pensar. Era o modo de aplicar os “Direitos do Homem”.
De milhares de casos, selecionei apenas quatro episódios:

1) Jean Paul Marat, conhecido como Marat, “o amigo do povo”, dizia:

“Antes de desaparecerdes suprimi os vossos inimigos e acabai com as vossas vítimas. Caí sobre aqueles que tem carruagens, criados e vestidos de seda. Visitai as prisões, assassinai os nobres, os padres e os ricos. Nada deixei atrás de vós senão sangue e cadáveres!”
(cfr. Pierre Gaxote, “La Revolution Francaise”, Arthène Fayard, Paris, 1966, página 200)

2) O Abade Sicard, mestre dos surdo-mudos de Paris, testemunha ocular dos massacres na Abadia (antigo Mosteiro Beneditino de Saint-Germain-des-Prés, transformado em cárcere político desde 1789), nos relata:

“Matava-se debaixo da janela de minha cela. O grito desesperado das vítimas, o ruído dos sabres decapitando as cabeças, a fúria dos assassinos, tudo isso ressoava em meu coração. (…) Após sumária condenação, os réus eram atirados no meio do pátio e trucidados pela populaça, que frenética gritava: Viva a Nação! Os canibais aplaudiam a até dançavam em torno dos corpos horrivelmente mutilados.”
(Buchez et Roux, “Histoire Parlamentaire de la Revolution Française, vol XVIII, Paris, 1874, página 106)

3) Mártires do Carmelo:

No convento dos religiosos carmelitas, subitamente as portas foram arrombadas por uma malta de bandidos liderada por oito comissários, “les frères rouges de Danton” (os irmãos vermelhos de Danton).

Concitados a renegarem o catolicismo, prestando juramento à Constituição civil do clero, 185 bispos, padres e religiosos preferiram morrer a aderir à igreja cismática criada pela Revolução.

Ao cabo de duas horas, os veneráveis sacerdotes foram chacinados com requintes de crueldade. Ainda hoje são visíveis nas paredes de mármore da igreja, onde ocorreu a ímpia carnificina, as marcas das lanças tintas do sangue daquelas vítimas inocentes.
Canonizados posteriormente pela Igreja, seus nomes encontram-se inscritos, em letras de ouro, no mesmo lugar em que receberam a coroa do martírio.
(cfr. J. B. Weiss, “História Universal”, vol. XVI, Barcelona, 1936, pp.540-1).

4) No cárcere de La Force, destinado exclusivamente às mulheres de má vida, a comuna houve por bem prender distintas damas da nobreza, como Maria Teresa Luiza e Saboya Carignan, Princesa de Lamballe e camareira maior da corte.

Diante do tribunal de sangue lá organizado, a princesa foi intimada a jurar ódio ao rei e à rainha. Como se negasse a semelhante felonia, dois guardas a atiraram no meio da canalha, aglomerada à saída do presídio. Imediatamente, a confidente de Maria Antonieta recebeu um golpe de sabre no rosto, que a prostrou por terra. Seu corpo foi desnudado e mutilado do modo mais ignominioso. Um dos bandidos arrancou-lhe o coração e o comeu, numa bestial demonstração de ódio revolucionário. Sua cabeça decapitada foi colocada sobre uma mesa de taverna, onde se brindou sua morte, e em seguida fincada na ponta de uma lança e levada em desfile pela cidade até a prisão do Templo, para ali ser mostrada à rainha encarcerada.
(cfr. J. B. Weiss, “História Universal”, vol. XVI, Barcelona, 1936, pp.556-7).

(trechos da Revista Catolicismo numero 462 de junho de 1989)

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