A verdadeira origem do Natal

Lendo a Sagrada Escritura, verificamos que, dos quatro evangelhos, só dois falam do nascimento de Jesus. Um deles é o de Mateus, atestando que Nosso Senhor nasceu em Belém, no reinado de Herodes, o que determina a época, mas não a data. O Evangelho escrito por Lucas é bem mais detalhado, e fornece dados valiosos para se determinar a data exata do nascimento do Messias.

Esse texto bíblico começa narrando o nascimento de João, o Batista. Diz que seu pai, o sacerdote Zacarias, estava prestando serviço litúrgico no Templo de Jerusalém quando lhe foi revelado pelo Arcanjo Gabriel que lhe nasceria um filho — o precursor do Messias. E que, tendo terminado seu turno no Templo, retornou ele para sua casa, e poucos dias depois sua mulher, Isabel, concebeu João. Aos seis meses exatos dessa concepção — prossegue o mesmo evangelista — deu-se a Anunciação a Maria (Lc 1, 26).

Assim, temos a possibilidade de conhecer a data do Natal: se soubermos qual a data em que Zacarias oficiava no Templo, e sabendo que seis meses depois ocorreu a Anunciação, basta acrescentarmos nove meses para obtermos a data do Nascimento de nosso Salvador.

Descoberta arqueológica

Para as datas se ajustarem, Zacarias deveria estar oficiando no Templo em fins de setembro. Seis meses depois chega-se ao mês de março, e após nove meses atinge-se os últimos dias de dezembro.

Os levitas do Templo de Jerusalém dividiam-se em 24 classes sacerdotais, que se revezavam todo o ano numa ordem imutável. Cada grupo prestava serviço durante uma semana, duas vezes ao ano. Sabemos que Zacarias pertencia à classe de Abias, que era a oitava do elenco oficial (cf. Lc 1,5).

A respeito dessa questão, pairava uma dúvida: ninguém conhecia as datas em que cada grupo oficiava, o que era um empecilho para determinar uma data com precisão. Mas recentemente se fez uma descoberta capital. Descreve-a o conhecido jornalista Vittorio Messori, em artigo intitulado Jesus nasceu verdadeiramente em 25 de dezembro, no diário “Corriere della Sera”, de Milão, em 9-7-03:

“Utilizando pesquisas desenvolvidas por outros especialistas e trabalhando sobretudo em textos encontrados na biblioteca dos essênios de Qumram, o enigma foi revelado pelo professor Shemarjahu Talmon, o qual ensina na Universidade Hebraica de Jerusalém. Ou seja, o estudioso conseguiu precisar em que ordem cronológica sucediam-se as 24 classes sacerdotais. A de Abias prestava serviço litúrgico no templo duas vezes por ano, como as outras, e uma dessas vezes era na última semana de setembro. Portanto, era verossímil a tradição cristã oriental que situa entre 23 e 25 de setembro o anúncio a Zacarias. Mas tal verossimilhança aproxima-se da certeza porque, estimulados pela descoberta do professor Talmon, os estudiosos reconstruíram o fio daquela tradição, chegando à conclusão de que ela provinha diretamente da Igreja primitiva judeu-cristã de Jerusalém”.

Cientistas judeus (não-cristãos) demonstraram o que sempre se teve por certo: Jesus Cristo nasceu em 25 de dezembro.

O historiador norte-americano William J. Tighe demonstrou, em artigo extremamente fundamentado, que as “origens pagãs da comemoração do Natal” são um mito sem substância, inventado por seitas anticatólicas:
http://touchstonemag.com/archives/article.php?id=16-10-012-v

Conforme demonstra o historiador, o 25 de dezembro foi escolhido pelos cristãos baseados em cálculos que nada tinham a ver com festas pagãs:
1) a data do anúncio a Zacarias, no templo;
2) a data da morte de Jesus a 25 de março, pois se acreditava que Jesus tinha sido morto na mesma data em que foi concebido.

O 25 de dezembro não fazia originalmente parte do calendário pagão romano. Foi instituído só em 274, pelo imperador Aureliano, um violento perseguidor dos cristãos. Na época de Aureliano, o número de cristãos, apesar das perseguições, aumentava e se tornava cada vez mais influência. Foi para contrabalançar a crescente influência do cristianismo, que o imperador Aureliano instituiu uma festa pagã na mesma data em que os cristãos comemoravam o Natal, para lhes fazer concorrência.

A imortalidade da alma humana não é somente uma doutrina revelada por Deus, como também uma verdade que pode ser descoberta sozinho pelo próprio homem, segundo a luz natural da razão humana. As verdades de que Deus é uno e trino, que existe o céu, o inferno e o purgatório, nos foram revelados pelo próprio Deus e constam das fontes dessa Revelação, que são as Sagradas Escrituras e os ensinamentos não-escritos de Jesus, transmitidos pela tradição dos Apóstolos.

Rodrigo R. Pedroso

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